Pus, em minha fé, a minha alma;
A incoerência de todas as almas meninas.
Fiz da minha alma a certeza de todas as dúvidas
A certeza de todas as dúvidas!
Acreditei na dúvida do Ser
Acredito na alma do Ser
Acredito na liberdade almejada e temida, tão!
Acredito nesse amor que ronda o peito,
Arromba a caixa do peito!
Percebo a dor no peito e na alma do Ser
Percebo o cegar-se por tanto querer ver...
Por tanto ter, parecer...
A valsa dor não me distrai.
A falsa liberdade não me distrai.
Os tambores não me distraem.
As cores, os risos, os ternos não me dão ternura.
Nem as ruas demarcadas, cerceadas por “arame novo”
O Ser suplanta seu sonho, mistifica o amor,
Despede-se de si!
Fortificar os sonhos dos seres, apenas sonhados
Pois, ainda, sei que meu sangue correrá sob as praças
centenárias
Era o rio
Era a terra
Meu sangue poluir-se-á.
Meu espírito a expandir-se!
Nenhum comentário:
Postar um comentário