sábado, 19 de janeiro de 2013

Do que há


O interrompido tem esse gosto amargoso pr’uma língua menina, menina. O desrespeito... Há esse vulcão que erupciona, insiste em implodir, em ir se explodindo cá pra fora, em queimar língua, quebrar dentes, crispar lábios... E há o abstrato sustentado pela pausa, pela reflexão, pela respiração; e há o ar queimado e alimentando a chama. Há essa inconformidade que esparge, densa e violentamente, dores sobre papéis luminosos, e há esse vento mental, que ventilador. Há esse anseio por calendários Maias, por montanhas Incas, por cometas da integridade...

- Estou construindo uma catapulta; Arremessarei palavras contra paredes surdas!

Há o menino que mora nas folhas, constrói sua casa no topo das folhas. É lá que ele nega o barão e tropeça em amores, e vai caindo rindo, rindo, rindo...
Eu cá, “cavindo”, cavando cores, com um som rodopiando, ou um rodopio sonoro, ponho todas as folhas no chão, bagunço freneticamente as fronteiras do coração: airoso que vai venoso que vem.

- Começarei com “fantástico” e “ouvidor”!

Há a menina que vê mistério em tudo - há muita gente de mistério. E diz “antibiótico” ao sabor que já nem sinto. Ela vê farra num passeio curto... e vê passeio. Ela fica pequenininha por trás da mesa e observa a descoberta do mundo. Deixa toda a frigideira, um naco de pão e um café mal tomado: água suja. Sinto o gosto do que é feito para as massas: água suja.

- Ficarei calado, então!

Há esse convívio  seccionado, aqui...


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Dia 2

Previram o fim do mundo.
Previram um ano novo.
E hoje é, simplesmente, dia 2.

Mania de querer mudar tudo da noite pr'o dia...