terça-feira, 25 de junho de 2013

Ho'oponopono

De Junho? Ficou um pouco do pó cheirado sob a carroça da caçamba. Lá de onde eu vim. De Junho ficou um João [são] sem graça de correntes grossas e viseiras sobre os olhos, propagandeando "logos". Ficou um santo oco que queima pouco sua fogueira, que implode bombas musculares e apresenta olhos vidrados, voláteis, olhos de cheiro. Ficou um medo tosco lá de onde eu vim, e veio comigo até aqui. Engarrafou por 5 horas numa cratera instalada na saída única. What would you do? Mas tem bastante riso, também, desembalado pelo monte; tem a alquimia dos (re)encontros, de orquídea, guiné e camaleão. Ho'oponopono. Pétalas cheirosas correndo aqui na veia d'alma; dois olhos de brinquedo e pedras desvinculadas; palavras cruzadas e o não reconhecido: Elzita exita, exulta, a esperteza da velhice. Ficou a discussão sobre caminhos e raízes, uma bursite. Ficou muito da lembrança de que mudanças estão por vir, profundas, despertando-nos para além do compreensível, para além dos cartazes, das lágrimas forçadas e dos efeitos morais. Pausa sob a murta... Silêncio de morte. Agradável quando fica esse resquício de passagem, fluxo orgânico. Uma Joana persistente sobre os arcos do pó ético, que sobe muito além dos carcomidos nasais e fossas lacrimais. Um gato no mato. Filas harmônicas!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Onde estamos

Compartilho tudo aqui, menos o de mim, que está guardado e frutificado nas barracas, nas parreiras e nos barcos que não velejei...

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Cá pra baixo! '

Aqui explodem muitos carnavais, também! É verdade. Muitos corações afoitos, máscaras e máscaras e máscaras... O meu é este emaranhado de emoções recentes, de possibilidades. Há um carnaval inseguro. Músicas e músicas descompassadas, Smetak, tak, tak... Há um jardim aqui fora e uma chuva insistente, tente, tente. Algo me diz que sou um tolo em busca do real inexistente. Duvido! Recorro a Barba. Ele também diz que sou um tolo, mas com convicção, o que reduz um tanto minha pena. Numa praça encontrei um ponto de conexão com o mundo de lá. Estava me sentindo tão isolado, mesmo com o jardim e a chuva (o carnaval não conta). Simi disse que eu preciso doar, que este é o verdadeiro ato. "Pra fora, Celsus, Alphonsus...". Estou tentando, Simi... someone! Amanhã estou de volta.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Do que há


O interrompido tem esse gosto amargoso pr’uma língua menina, menina. O desrespeito... Há esse vulcão que erupciona, insiste em implodir, em ir se explodindo cá pra fora, em queimar língua, quebrar dentes, crispar lábios... E há o abstrato sustentado pela pausa, pela reflexão, pela respiração; e há o ar queimado e alimentando a chama. Há essa inconformidade que esparge, densa e violentamente, dores sobre papéis luminosos, e há esse vento mental, que ventilador. Há esse anseio por calendários Maias, por montanhas Incas, por cometas da integridade...

- Estou construindo uma catapulta; Arremessarei palavras contra paredes surdas!

Há o menino que mora nas folhas, constrói sua casa no topo das folhas. É lá que ele nega o barão e tropeça em amores, e vai caindo rindo, rindo, rindo...
Eu cá, “cavindo”, cavando cores, com um som rodopiando, ou um rodopio sonoro, ponho todas as folhas no chão, bagunço freneticamente as fronteiras do coração: airoso que vai venoso que vem.

- Começarei com “fantástico” e “ouvidor”!

Há a menina que vê mistério em tudo - há muita gente de mistério. E diz “antibiótico” ao sabor que já nem sinto. Ela vê farra num passeio curto... e vê passeio. Ela fica pequenininha por trás da mesa e observa a descoberta do mundo. Deixa toda a frigideira, um naco de pão e um café mal tomado: água suja. Sinto o gosto do que é feito para as massas: água suja.

- Ficarei calado, então!

Há esse convívio  seccionado, aqui...


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Dia 2

Previram o fim do mundo.
Previram um ano novo.
E hoje é, simplesmente, dia 2.

Mania de querer mudar tudo da noite pr'o dia...