Ver a
fogueira queimar.
E rir.
Erguer
estruturas de muitas verdades.
Ruir.
Não há
somente a madeira que arde; há o vento
Que leva
vela e que incinera
Qual balão,
o ar sempre queima dentro
Rareando
cada dia o não visível
Sair do chão
Inflar
Arriscar um
dirigível
Mas é balão
de muitas cores
De olhar por
sobre as árvores
Nesses olhos
do alto acreditar
Mas o ar que
leva, queima
Ao calor dos
dois é que se teima
É que se
arrisca o cheio ao vazio
Às vezes
falta ar, cessa a chama ou rasga em fogo a Passarola
Não há ponto
que dê jeito, tela ou cola
Às vezes é
um vento que descuida a direção
Muitas vezes
é um nem sair do chão
E o cesto de
firme vime vira a sesta de toda hora
Sempre resta
coisa fora
De esvaziar
é a subida
Falt[ar]
Que lá pro céu
de cima é aproximar
Pr’os daqui
há de mirar o subir lento
Admirar a
quase mágica do intento
Que lá pro
céu de cima é [in]ventar
[ex]gravidar,
[des]gravidar, [re]gravidar