sábado, 14 de março de 2015

Aniversariando, caro poeta?!
Posso dizer que

vim quase de lá e quase cá cheguei...

Deixo, então, uns versos 
para que não  me acuses.
Não há incesto se ponho 
tua palavra em minha boca

oca

olha só
abrigo-me na albergaria de teu Hóspede
sem que peças um só grão de sal raro

"Onde vais, estrangeiro? por que deixas
O solitário albergue do deserto?
O que buscas além dos horizontes?
Por que transpor o píncaro dos montes,
Quando podes achar o amor tão perto?

[...] Onde vais, estrangeiro? [...]
Queres voltar a este país maldito
Onde a alegria e o riso te deixaram?

[...]

No entanto Ele partiu!... Seu vulto ao longe
Escondeu-se onde a visão não alcança...
...Mas não penseis que o triste forasteiro
Foi procurar nos lares do estrangeiro
O fantasma sequer de uma esperança"

Deixo aqui teu verso alvo, Alves
Alvo azul de raro céu, Cecéu!