segunda-feira, 13 de abril de 2015

iHasta la vista, Galeón!

Galeano, meu querido!

Logo agora que me reaproximava de ti, não pelo Uruguai, via distante por enquanto, mas daqui mesmo, do pequeno quarto que me cabe, com Curisco me arregalando o olho; dois.
Daqui: da cama e do teto. E do ventilador!

Mas há uma simbologia cósmica carregada de ironia; não haveria melhor hora...

Ontem li uma matéria sobre o neo biocentrismo, uma visão científica segundo a qual a alma ou a consciência humana, após a morte, seria liberada dos "microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico".

Tudo bem...

Recorro, não aos bolsos, ou Bolsonaros,
mas sim, e também, aos Abraços daquele livro, e ao primeiro micro-conto, "O mundo":

"Um homem da aldeia de Négua, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus.
Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
- O mundo é isso - revelou - Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo."


Eduardo?!

..Ardo...




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