Posso dizer que
vim quase de lá e quase cá cheguei...
Deixo, então, uns versos
para que não me acuses.
Não há incesto se ponho
tua palavra em minha boca
oca
olha só
abrigo-me na albergaria de teu Hóspede
sem que peças um só grão de sal raro
"Onde vais, estrangeiro? por que deixas
O solitário albergue do deserto?
O que buscas além dos horizontes?
Por que transpor o píncaro dos montes,
Quando podes achar o amor tão perto?
[...] Onde vais, estrangeiro? [...]
Queres voltar a este país maldito
Onde a alegria e o riso te deixaram?
[...]
No entanto Ele partiu!... Seu vulto ao longe
Escondeu-se onde a visão não alcança...
...Mas não penseis que o triste forasteiro
Foi procurar nos lares do estrangeiro
O fantasma sequer de uma esperança"
Deixo aqui teu verso alvo, Alves
Alvo azul de raro céu, Cecéu!
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