O interrompido tem esse gosto amargoso pr’uma língua menina,
menina. O desrespeito... Há esse vulcão que erupciona, insiste em implodir, em
ir se explodindo cá pra fora, em queimar língua, quebrar dentes, crispar
lábios... E há o abstrato sustentado pela pausa, pela reflexão, pela respiração;
e há o ar queimado e alimentando a chama. Há essa inconformidade que esparge,
densa e violentamente, dores sobre papéis luminosos, e há esse vento mental,
que ventilador. Há esse anseio por calendários Maias, por montanhas Incas, por
cometas da integridade...
- Estou construindo uma catapulta; Arremessarei palavras
contra paredes surdas!
Há o menino que mora nas folhas, constrói sua casa no topo
das folhas. É lá que ele nega o barão e tropeça em amores, e vai caindo rindo,
rindo, rindo...
Eu cá, “cavindo”, cavando cores, com um som rodopiando, ou
um rodopio sonoro, ponho todas as folhas no chão, bagunço freneticamente as
fronteiras do coração: airoso que vai venoso que vem.
- Começarei com “fantástico” e “ouvidor”!
Há a menina que vê mistério em tudo - há muita gente de
mistério. E diz “antibiótico” ao sabor que já nem sinto. Ela vê farra num
passeio curto... e vê passeio. Ela fica pequenininha por trás da mesa e observa
a descoberta do mundo. Deixa toda a frigideira, um naco de pão e um café mal
tomado: água suja. Sinto o gosto do que é feito para as massas: água suja.
- Ficarei calado, então!
Há esse convívio
seccionado, aqui...
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